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Meu Perfil
BRASIL, Sudeste, SAO PAULO, PRAIA AZUL, Mulher, de 36 a 45 anos, Portuguese, English, Arte e cultura, Livros, Sex, Drugs and Cheap Thrills MSN - loirinha_mah@hotmail.com
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Histórico
18/01/2009 a 24/01/2009
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| O Fôlego dos Meninos e Outras Febres |
Novo Título
E se de repente surgir um tornado atordoado a te perseguir, não se assuste. Não se incomode. É apenas o efeito desse marasmo asfixiante que está explodindo dentro de mim feito uma bomba H ou um orgasmo precoce.
Escrito por Senhora Loirinha Má® às 11h21
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São Paulo By Night
É noite no centro sujo apertamos o passo porque passam os temíveis cidadãos das ruas muitos nem têm treze anos falam gírias cheiram pseudo-colas fumam tocos nos tocam. Apertamos os olhos buscando visão mais nítida realidade mais bela e, não achando nada além de dureza, apertamos as mãos umas nas outras. É noite e a cidade cospe das entranhas seus maltrapilhos que mijam nos muros e nas vestes que vomitam tang com esmalte nas escadas e que não dormem. Os meninos me pedem money eu ofereceria um abrigo. As crianças me pedem trocados eu ofereceria meu colo. Tão pequenos me chamam tia eu ofereceria meu seio. É noite e eu dôo minhas lágrimas.
Escrito por Senhora Loirinha Má® às 11h19
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ABC da Abstinência
A vontade é minha amiga Beija minha boca Come a minha outra Dorme comigo. E se me sinto sozinha Faz-me triplicatas Giselas em todos os tamanhos ... Homens nada. Irresistíveis seres opostos Jovens, maduros, quem se importa? Loucos Morenos Nórdicos Preto, branco, mulato Quem se importa, contanto que sejam homens? Rapazes fogosos, gasosos Sem medo de mim, das minhas Taras infantis. Um único homem me bastaria (ah! os amores fotonovelescos...) Vez por outra em minha cama, me pondo em Xeque com seu corpo afoito ... Zoologicamente falando, é preciso foder. Urgentemente.
Escrito por Senhora Loirinha Má® às 11h18
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Desejo Proibido
A minha pele na tua cola A minha pelve na tua decola A minha febre na tua molha A minha boca na tua devora A minha perna na tua explora A minha urgência na tua implora e eu quero AGORA.
Escrito por Senhora Loirinha Má® às 11h17
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D Grillo
O beijo que você me deu pôs mel em minha língua pimenta nas minhas entranhas e geléia nos meus joelhos.
A febre que eu jurei morta está ardendo as minhas pseudo-convicções físicas se dizimaram
e eu que acreditava ser a vencedora da guerra detentora das medalhas a fera, a super-mulher, hoje mancho meus poemas todos com minha lágrima mais ardida
sentindo em minha pele em cada pêlo ao léu a energia pulsante do teu corpo sobre o meu.
E se for possível, ainda, egoísta que sou, te peço: não vai, não!
Ou me leve com você.
Escrito por Senhora Loirinha Má® às 11h17
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Poema Físico
Eu queria tanto juntar minhas formas nas tuas ...
Primeiro Erro: 2 corpos não ocupam o mesmo espaço ao mesmo tempo.
Escrito por Senhora Loirinha Má® às 11h16
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Química
Minha consciência me cobra uma resposta concreta pr'uma proposta indiscreta feita às pressas tipo de urgência sem nome feito carência de homem e o meu corpo implora toda sorte de suores noturnos e febres alucinadas no meu peito se descobre um letreiro onde se lê: TEMOS VAGA.
Escrito por Senhora Loirinha Má® às 11h16
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Blues da Aranha
Fogo e paixão me exorcisam e eu quero a tua pele em bronze e brasa molhada com beijo efervescente eu quero ter você de madrugada manchado em minha boca incandescente não seja difícil que eu já tenho um compromisso urgente e eu não posso esperar o meu desejo a noite inteira vem logo, vem ficar minha aranha quer bordar a teia fogo me ateia fogo em minha teia em mim ateia.
Escrito por Senhora Loirinha Má® às 11h15
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Erografia
Norte é teu ombro ensolarado e ao Centro estende-se o planalto do teu peito centroeste apaixonado sul sudeste delirante me escorre um suorvalho rio no vale dos meus seios insinuâncias de ventre em popa e a cor da tua pele refletida dos meus pêlos.
De repente o continente do teu corpo desvenda-se.
Escrito por Senhora Loirinha Má® às 11h14
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Crônica
CRÔNICA
Desceu a rua com passinhos miúdos e trôpegos, feito uma japonesa bêbada. E, pela centésima vez, questionou o rumo insatisfatório da sua vida. Dívidas. Cabelos brancos precoces. Solidão. Abstinência sexual. Tédio profissional. Maldita tensão pré-menstrual! Pra piorar, choveu. E ela teve que ir se desviando das poças d'água e da bosta dos cachorros. Chegou em casa esgotada. Molhada. Deprimida. Abriu a bolsa (estava encharcada), os documentos manchados, milhares de papeizinhos sem importância, batons, óculos, desodorante. "Onde foi que eu enfiei aquela maldita chave?" "Porque é que eu tenho tantas tralhas dentro da bolsa?" Sentou na soleira da porta. Estava se sentindo um lixo. "O lixo! Eu me esqueci de colocar o lixo pra fora!" "Cadê a chave?" Achou, finalmente. E entrou em casa. Tudo que ela queria era um banho. Um longo e morno e relaxante banho. Mas desabou sobre a cadeira, tremendo de raiva e frustração. "Homens! Indispensáveis seres opostos!" O que se pode fazer com eles? Como é que se pode viver sem eles? Rastejou até o quarto - que zona, meu Deus! - e toca procurar calcinha-sutiã-roupão e partir para o banho salvador. 1º passo: abrir a torneira ao máximo - "Eu quero água, muita água sobre mim!" 2º passo: despir-se, molhar-se inteira, ensaboar-se, entregar-se, acariciar-se, masturbar-se ai, ai, ai, como isso é bom! Toda mulher precisa de, pelo menos, 40 minutos de banho para recuperar a razão.
Escrito por Senhora Loirinha Má® às 11h14
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Extração
Extração
Devemos tirar de dentro extrair aquele beijo que foi só um quase-beijo uma dança tímida de línguas a culpa foi do piercing a culpa foi da pressa a culpa foi da urgência ou do gosto de café sei lá. Devemos tirar do peito essa angústia extrair os batimentos que foi só uma arritmia um descompasso tímido a culpa foi da idade a culpa foi da cidade a culpa foi da abstinência ou do gosto do pecado sei lá. Devemos tirar as roupas essa mortalha distrair essa emergência que é só o que eu queria um desejo único molhado e parar de fingir que existem culpas porque estamos na idade habitamos a mesma cidade sofremos da mesma abstinência ousamos o sabido gosto de pecado.
Escrito por Senhora Loirinha Má® às 11h13
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Luna
LUNA
Você estava na febre e eu propensa às influências da Lua Cheia. Entre palavras você me beija e eu permito que tudo aconteça. Sempre ensaio uma repulsa e sempre vence a urgência. Sonho com o dia dos discursos convincentes embora só recorde os gemidos e o gosto dos teus fluídos. Possuo as qualidades necessárias e, no entanto, me sinto tão indefesa hipnotizada pelo telefone que toca mil vezes lembrando-me que você ainda não ligou nenhuma vez. Chove e eu, de porre, louca pra estar colada encaixada no teu corpo moreno peludo potente incandescente... (Eu escrevo porque estou irremediavelmente ansiosa pra estar outra vez sujeita ao teu prazer).
Escrito por Senhora Loirinha Má® às 11h10
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Falando Naquilo
Confesse e eu me desfaço mas não se apresse o gosto molhado do teu beijo não se esquece.
Escrito por Senhora Loirinha Má® às 11h09
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Poema da Palavra
Escrevo todos os dias para um homem cego minha palavra é aguda de um jeito que o transpassa e ele nem percebe a hemorragia interna que o consome. Eu sou cruel em escrever-lhe amiúde. Todos os dias o carteiro deposita o envelope letal na caixa de correspondências comunitárias. Não sei como ainda se conservam as mãos que a manuseiam... E eu que julgava meu veneno capaz de transpor os limites da tecnologia!
Todos os dias eu escrevo para um homem mudo minha palavra é sufocante de um jeito que o afoga e ele fica impotente diante da explosão do seu próprio cérebro. Eu sou demoníaca em escrever-lhe com tanto afinco. Todos os dias o carteiro deposita o envelope transbordante poentre a fresta estreita da porta dele. Não sei como ainda não se alagaram os andares do edifício ... E eu que julgava minha tempestuosidade capaz de demolir qualquer dique!
Escrevo todos os dias para um homem surdo minha palavra é aérea, indiferente de um jeito que não interfere em seu cotidiano e ele permanece inatingível. Eu sou uma idiota em escrever-lhe tão frequentemente. Todos os dias o carteiro entrega um envelope desesperado, cheio do meu desejo e da minha angústia. Não sei como estou viva para contar-lhes esse acaso ... Eu eu que me julgava uma poeta indiscutível, senhora absoluta das palavras não fui capaz de conquistar esse homem.
Escrito por Senhora Loirinha Má® às 11h08
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Mulher Prendada
Eu MANDO bem: limpar pisos frios polir áreas nobres manter a decoração.
Eu FAÇO bem: amor coisas gostosas pra comer.
Agora, passar NÃO!
Passar roupa, nem fudendo!
Escrito por Senhora Loirinha Má® às 11h07
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Classificado
Em Paráfrase A Título de Resposta Vestígios de Duelo Ou Inveja
Procura-se uma PALAVRAErótica Não-Errática Romântica Que caiba aqui no meu tesão.
Escrito por Senhora Loirinha Má® às 11h06
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Querida Dalva
Querida Querida Dalva!
(postado ao som de When Doves Cry - Prince)Conheço essa dor. Conheço essa sanha de "arear" o interior até que não reste nenhum vestígio do sentimento. O interno ficar rebrilhando. Chorar a seco é mesmo para poucas (pessoas) e isso de inventar palavras é muito bom! Sinal que estamos vivas, minha cara. E querendo mais. Ninguém quer se ver no poema exposto feito um bife na prateleira do açougue. E isso, como escrever, também dói. Eu gostaria, e muito, e hoje, de ser um animal não-monogâmico. Porque perdemos muito tempo com essas cretinices sociais e a vida, minha amiga, é tão curta!!! Você pode não querer ser escritora, ou poeta, mas o fato é que você é mulher. E mulheres gostam de externar sentimentos. Somos o cálice. O Santo Graal. Por isso transbordamos.
Escrito por Senhora Loirinha Má® às 11h05
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Senhora
(como diria Nel Meirelles, postado ao som de Kiss - Prince)Quando tomo entre as mãos seu membro duro e pulsante, Ah! sou tão dona de tudo!
Escrito por Senhora Loirinha Má® às 11h04
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Nel Meirelles: en gard!
www.falapoetica.blogger.com.br
Minha veia pulsa vira-lata livre de raças vagabunda globalizada meu sangue vaga quente escorre pelos becos da eternidade. No meu peito o letreiro diz:Agite antes de usar.
Escrito por Senhora Loirinha Má® às 11h03
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Construção
CONSTRUÇÃO
Faça-de-conta que eu sou a outra e põe tua língua em minha boca ávida e tua mão firme em minha carne e me enterre esse medo de solidão. Faça-de-carne que eu sou a língua e põe tua mão ávida em minha e tua boca firme em minha outra e a solidão enterrada nesse medo. Faça-de-boca que eu sou a ávida e põe tua carne em meu medo e tua solidão firme em minha língua e enterre a outra posto que sou única.
Escrito por Senhora Loirinha Má® às 11h02
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Ulisses
ULISSES
Tudo o que eu tenho o que me resta são meus seis sentidos e a sétima vida do gato.
Escrito por Senhora Loirinha Má® às 11h01
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Birra
Birra
Ele me acusa de infantilidade: mentira! mentira! mentira! e saio de cena furiosa pisando duro e pondo a língua pra fora.
Escrito por Senhora Loirinha Má® às 11h00
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Violação
Violação
Assim, cá estou eu, morta à tua espera. Então te apresses: desperta-me! que o bico do meu peito inerte ansia pelo calor da tua boca e o meu rígido se aquece com o peso do teu corpo. Mas antes mesmo de tomar-me os pálidos lábios, me veste. A morte é longa e negra e teu suor me serve.
Escrito por Senhora Loirinha Má® às 10h59
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Vampira
Vampira
Tudo que a minha boca fez foi cuspir teu nome vomitar teu gosto rasgar tua pele porque do visgo amargo do teu sangue bebi meu melhor vinho.
Escrito por Senhora Loirinha Má® às 10h59
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1964
1964
O poema da noite é o poema do forte porque depois do negro vem sempre a náusea de um outro dia. O poema da noite é o poema do oprimido porque depois da cela vem sempre a liberdade invalidada. O poema da noite é o poema do quebranto porque depois da magia vem sempre a crédula medula. E edificamos totens. E se o poema da noite não fosse a sina dos poetas seria o poema dos exaltados porque depois do poema vem sempre a palavra vazia.
Escrito por Senhora Loirinha Má® às 10h58
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Hotel de 3ª Classe
Hotel de 3ª Classe
A noite me pertuba com seus cheiros mix de sêmen suor cigarro o cheiro acre dos sanitários o cheiro azedo dos bares o cheiro picante do trânsito e o melhor de todos os cheiros o cheiro inquietante do teu corpo despido molhado colando calado no lençol e no travesseiro.
Escrito por Senhora Loirinha Má® às 10h57
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Síndrome
Todos os dias eu procuro no espelho algum sinal da minha loucura eminente e não o percebo.
Posso notar os poros as pústulas os pêlos mas não vejo as evidências da minha insanidade.
Retiro as lentes de contato mas meus olhos ainda mentem nada leio em mim mesma que me condene ao confinamento.
Todos os dias eu escovo os dentes com vigor, repetidas vezes certa de que com a espuma saiam os indícios do meu desequilíbrio mas nada cuspo senão a minha própria saliva aromatizada.
Todos os dias eu procuro nos meus gestos algo que revele as minhas esquizofrenias e, no entanto, do meu gesto afoito eu só posso precisar o desespero o medo a solidão.
Escrito por Senhora Loirinha Má® às 10h56
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Rodox, não. É covardia!
ERA MANHÃ E ERA CINZA BARATAS AFLITAS TRANSITAM PELO ASFALTO PARANÓICAS ALUCINADAS. ABRO O BUEIRO E DESCUBRO CARREIRAS E MAIS CARREIRAS DE DETEFON CLASSE A.
Escrito por Senhora Loirinha Má® às 10h55
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Coisa de Menino
A pipa do céu despenca o fio no galho enrosca e fere a fruta sangra a polpa colhe os sucos marca o caule e tatua no tronco um coração: voe para os meus braços.
Escrito por Senhora Loirinha Má® às 10h54
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Serpente-me
Serpente-me
pelo teu resto de presença todo nenhum significado explodem 65 esperanças e nada acontece calor dúbio pela porta pelas pernas Antonio despe-se em mentiras eu arranjo uma desculpa idiota temperatura 38ºC eu peço uma cama talvez DESCONVERSE URGENTEURGENTEURGENTE
Escrito por Senhora Loirinha Má® às 10h53
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Estranhas Pernas
Estranhas Pernas
Vagar eu vou, nua, pelos sete corredores da sua mente e alucinar seu sonho com meu verso mais atrevido. Mar de mim, transbordante azul assim como o desejo rasga a minha pele, explode indefinidamente em membros. Neônias pernas me encobrem e gemem deliciosas em meu seio ainda sedento de você. Então deixe-me pesquisar suas curvas únicas estradas que conheço ainda que vulgares sejam. Me deixe sonhar com o pecado orgasmo oculto em sua boca. Vista a pele, dispa a veste. Onde está que não me escuta? Cubra-me com suas bobagens estranhamente febris. Deixe-me esquecer a métrica que eu quero me perder em você.
Escrito por Senhora Loirinha Má® às 10h53
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Quarta-Feira de Cinzas
Quarta-Feira de Cinzas
As abelhas hoje possuem ferrão e injetam veneno dolorido e zumbem irritantemente sobre as flores que murchas fedem na sala abandonada. Minha pele é quase nada. Mas o poema diz tudo.
Escrito por Senhora Loirinha Má® às 10h52
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Atreva-se.
Atreva-se.
Um touro e eu desejo irresistível teu corpo e o timbre baixo tua voz rouca a cama é muita a carne e a boca e eu te desejo feito louca e suo e fervo me enrosco endemoniada em tua coxa às vezes penso: que baixaria! e quanto mais embaixo a febre solta meu deus! me deixe tirar a tua roupa.
Escrito por Senhora Loirinha Má® às 10h50
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Errante
Errante
Eu gosto da poesia dura das cidades coisas como céus descortinados entre os edifícios e sóis derramados sobre a paisagem concreta. E gosto também de raptos seqüestro, morte e roubo. esta capacidade de monstro de transformar tudo que é acre e sórdido e que se faz cruel em uma força que fascina e assassina a poesia toda deste mundo. (No dia que eu ficar louca, quero ouvir um minueto. Aquele, programado no velho telefax: Hold Zero Minuet).
Escrito por Senhora Loirinha Má® às 10h49
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Arranjo Psicobélico
Arranjo Psicobélico
Me droga me draga me traga me irriga e molha e malha me beija me despe me abre explode todo desejo não há válvula de escape que resista RESISTA!me ama me larga me toma nos soma na cama somos 1 me toca na boca me esmaga e rasga (íntimas inúteis anáguas) depois consome e some some some. O que será de mim?
Escrito por Senhora Loirinha Má® às 10h42
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Two Fishes
Two Fishes
At the beach don't waltk by the street stay for me between the sky and the sea and when the seabirds scream don't forget this dream: You cannot stop your control and I must to make another show Oh! catch me and break me or buy my body I'm just feeling hapiness how any years ago! My mind dance in your eyes inside myself run a hot blood just sex and sugar in the air Ai! Nosso desejo explode! We play the game more and more and sleep together how in the better days.
Escrito por Senhora Loirinha Má® às 10h41
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Senhora II
Senhora II
Há séculos que eu tô na febre tua porre de maçãs na carência do teu fruto maduro e do gosto da tua carne com meu suco. Suo na ilusão da tua língua molhada e me escorrem duzentos desejos diferentes. Sabe lá deus onde anda você enquanto ardo! Mas, se por acaso, no instante exato em que confesso o meu tesão explícito, se porventura por estas linhas você desabe, não perca tempo: já pro meu quarto!
Escrito por Senhora Loirinha Má® às 10h29
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Ciúme
Ciúme
Há monstros rondando meu texto. Cheiros rondando meu nexo. E cores violentas, você sabe. Você sabe, mas não faz nada. E essa ausência de atos é que significa tudo. E o que finge mudos.
Escrito por Senhora Loirinha Má® às 10h28
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Bairrista
Bairrista
Acordei hoje com uma preguiça baiana espreguicei-me lânguida e sexy feito uma carioca e assim fui desfilando até o banho meu sangue borbulhou notas de maracatu e me inundou feito uma maré de Calhetas minha pele perfumada de Pernambuco pinto os lábios e tipicamente paulista tomo um café preto antes de tudo. Saio pra rua ensolarada feito uma índia não vestindo nada.
Escrito por Senhora Loirinha Má® às 10h27
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A Mulher (Des)conhecida
A Mulher (Des)Conhecida
Me bebe e eu me divirto sorvida embriagada na saliva açucarada da tua boca. Me despe e eu enfeitiço tua serpente afoita insinuante molhada e rija de suor e delícia. Me toque e eu me transformo brota em mim a minha outra (aquela, dos momentos íntimos...) Me cobre e eu exorciso fantasmas, pecados, condutas sociais docemente religiosamente ofegante. Me come e eu sintetizo a carne em polpa todos os gostos de todas as frutas. Me fode e eu me visto de todas as putas que existe em cada mulher apaixonada.
Escrito por Senhora Loirinha Má® às 10h25
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Proluc
Proluc
Por tua causa gosto das noites com estrelas e do inesperado gosto do cheiro do teu pêlo e de teu gosto gosto que te submetas a mim e que cometas loucuras gosto da tua doçura e tua mentira gosto de como me desejas cheio de falsos pudores e carícias ilimitadas gosto de fingir que nos amamos incontrolavelmente e que me mentes enquanto me ama gosto de ser submissa no auge da minha mente anarquista gosto de te perdoar e ser magnânima gosto da tua ânsia e que me peças gosto que me deleito e te detesto te gosto tanto que te confesso.
Escrito por Senhora Loirinha Má® às 10h24
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Pecado Capital
Pecado Capital
Eu ia mesmo te falar da luxúria o império da carne desejos inconfessáveis e fantasias banais Ia te provocar falar sobre a ira do meu ciúme a avareza dos teus gestos a gula com que me tomas sacar do espelho da vaidade sábias e convincentes palavras e, no entanto, no exato momento em que a carícia se tornou urgente que o ritmo acelerou-se inconsciente que não se sabe quantas pernas tem a gente e o corpo arca e sua, contrai-se se liquefaz tão docemente e a preguiça se instala mansamente é que eu sou soberba e simplesmente fecho os olhos e entrego a almo pro diabo.
Escrito por Senhora Loirinha Má® às 10h24
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Modo de Usar
MODO DE USAR
Abra lentamente cada botão saboreie o obstáculo demore-se em cada fenda deslize pelo decote toque suave e firmemente explore as texturas use os dedos experimente a língua mantenha-se ajoelhado.
Escrito por Senhora Loirinha Má® às 10h07
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Pomo
Pomo
Da minha garganta decepada saem antagonismos coisas como filhos coisas como família coisas como casamento coisas que não cabem nesta era. Da minha garganta brota sangue aos borbotões e sentimentos tolos. Em compensação estando sem cabeça meus seios se destacam.
Escrito por Senhora Loirinha Má® às 10h07
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O Auto da Barca do Inferno
O Auto da Barca do Inferno
7 horas e o despertador toca não música toca a vinheta d'O Pulo do Gato 8 horas e eu pego um ônibus lotado e desço no mesmo ponto de sempre morrendo de tédio 6 horas e eu pego um ônibus lotado e desço no mesmo ponto de sempre morrendo de fome 10 horas e eu pego um trem lotado e desço na mesma estação de sempre morrendo de sono. Hou lá Hou da Barca do Inferno! Essa Loirinha aqui quer mudar de condução!
Escrito por Senhora Loirinha Má® às 10h05
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Os Outros
Os Outros
Quando te vejo de terno cheio de papas na língua e frases compridas com olhos esgazeados suspiros soslaios disfarçando o suor na testa e a prepotência encenada que eu te vejo perdido em discursos elocubrando locupletando tergiversando viro as costas e assobio: foda-se!
Escrito por Senhora Loirinha Má® às 10h05
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O Cravo e a Rosa
O Cravo e a Rosa
Ela era virgem e ele era homem Ele era livre e ela fingia ingenuidade Ela estava aprendendo e ele treinava paciência Ele queria muito e ela provocava sempre Ela sonhava com casamento e ele, com a primeira vez dela Ele supunha adultérios e ela incentivava essas pequenas traições Ela chegou primeiro e ele ficou apaixonado eles vão ser felizes para sempre e eu vou contar outras histórias.
Escrito por Senhora Loirinha Má® às 10h04
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Vexame
Caetano Veloso, cantando no casamento em plena novela das 8.
Escrito por Senhora Loirinha Má® às 13h34
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Ano velho, casa nova. Me aguarde!
Escrito por Senhora Loirinha Má® às 10h45
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